
Tenho tentado afastar-me de filmes de terror nos últimos anos. Depois de centenas de desilusões, onde o ano de 2008 em muito proliferou: Sempre a mesma coisa, os clichés comuns, sustos breves ou mesmo ausência de sustos. O género do horror já teve melhores dias. Para contrariar essa tendência recente surge The Strangers, filme do practicamente desconhecido mas aparentemente talentoso Bryan Bertino. O conceito é simples: Kristen Mckay e James Hoyt são um jovem casal que decidiu mudar-se para um sitio mais sossegado e para isso aproveitaram a velha casa de verão da familia Hoyt. Depois de uma discussão James sai para comprar cigarros e é aí que os problemas começam. Uns vizinhos não gostam de recém-chegados à comunidade. É esta a base do filme, uma premissa dum minimalismo brutal. Os vilões, os tais vizinhos, são um grupo de pessoas encapuzadas, que pouco falam e um deles parece sofrer de asma, o que chega a dar um aspecto cool à personagem(já para não falar que parecem-se muito com a banda Slipknot, pelo menos faz-me lembrar). Todo o filme é um mistério que chega a deixar no ar uma hint de sequela, ou prequela(assim tipo origin storie...para saber quem diabo é aquele trio!). As performances são muito acima da média com a belíssima Liv Tyler a dominar o ecrã com todo o seu talento. É sempre um prazer ver esta mulher a trabalhar(já que o faz pouco, convenhamos). Ao seu lado, no papel do marido está Scott Speedman, o Michael Corvin de Underworld, que dá a James a melancolia e o mistério que a personagem requeria. The Strangers é uma brisa de ar fresco no meio da podridão em que o mundo dos slashers se tem metido nos últimos anos. Uma excelente adição ao slasher genre.

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